Pirataria cresce como causa.

Enquanto leis mais repressivas surgem para tentar coibir os downloads ilegais, movimentos e organizações políticos nascidos na rede começam a ganhar fôlego também no intuito de lutar contra o endurecimento da lei. E, aos poucos, o compartilhamento de arquivos online deixa de ser uma questão cultural e jurídica para ganhar contornos políticos.

Mas ninguém esperava a notícia da semana passada, quando, nas eleições para as 18 cadeiras no Parlamento Europeu a que a Suécia teria direito, o Partido Pirata foi eleito pela primeira vez. Não com apenas uma, mas duas cadeiras – e com 7,4% dos votos.

Nascido em 2006, o partido já conta com 32 mil filiados, tem como principal ideal “reformar o copyright” e ganha força proporcional às medidas repressoras que tomam contam da web do país. Em fevereiro, quando os criadores do site de torrents PirateBay foram condenados à prisão, o partido dobrou o número de filiados – na época ainda foi aprovada uma lei para vigiar internautas.

Para Pedro Mizukami, especialista em direito autoral da FGV, o comportamento das pessoas mudou com o tráfego livre de informações e cultura da web. “E quando ameaçam tirar isso, as pessoas veem que começa a mexer com elas. Por isso se politizam. E isso deve se expandir para outros temas como direito à informação, educação, telecomunicações.”

Fonte: Estadao

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